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domingo, 26 de janeiro de 2014

Tradição e arte.

Tchê, fazer artesanato é uma forma de escrever a história das tradições gaúchas de uma forma diferente!


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Arte gaúcha!

Tchê o artesanato gaúcho é parte da nossa tradição, e fazendo parte disso está minha banda gaudéria, "Os Baguais" - Mazáááá


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Desejo pra ti no ano novo!


Tchê, este texto é bastante conhecido, mas acredito que possa dizer um pouco dos desejos que tenho a todos os parceiros que acompanharam este perfil durante o ano de 2013! Por isso eu Desejo o suficiente pra ti, em 2014!




Desejo o suficiente para você!


Há pouco tempo, estava eu no aeroporto e vi mãe e filha se despedindo.
Anunciaram a partida, elas se abraçaram e a mãe disse:
- Eu te amo. Desejo o suficiente para você.
A filha respondeu:
- Mãe, nossa vida juntas tem sido mais do que suficiente. O seu amor é tudo de que sempre precisei. Eu também desejo o suficiente para você.
Elas se beijaram e a filha partiu.
A mãe passou por mim e se encostou à parede. Pude ver que ela queria, e precisava, chorar.
Tentei não me intrometer muito mas, não resisti e perguntei:
- Quando estavam se despedindo, ouvi a senhora dizer "desejo o suficiente para você". Posso saber o que isso significa?
E, sorrindo, ela respondeu:
- É um desejo que tem sido passado de geração para geração em minha família. Meus pais costumavam dizer isso para todo mundo.
Ela parou por um instante e olhou para o alto, como se estivesse tentado se lembrar em detalhes e sorriu mais ainda.
- Quando dissemos "desejo o suficiente para você", estávamos desejando uma vida cheia de coisas boas, o suficiente para que a pessoa se ampare nelas.
Então, virando-se para mim, disse, como se estivesse recitando:
- Desejo a você sol o suficiente para que continue a ter essa atitude radiante.
- Desejo a você chuva o suficiente para que possa apreciar mais o sol.
- Desejo a você felicidade o suficiente para que mantenha o seu espírito alegre.
- Desejo a você dor o suficiente para que as menores alegrias na vida pareçam muito maiores.
- Desejo a você que ganhe o suficiente para satisfazer os seus desejos materiais.
- Desejo a você perdas o suficiente para apreciar tudo que possui.
E ela se afastou, mas deixou em mim uma lição!
Dizem que leva um minuto para encontrar uma pessoa especial, uma hora para apreciá-la, um dia para amá-la, mas uma vida inteira para esquecê-la.
Não vou me esquecer dessa lição!

domingo, 24 de novembro de 2013

Báh! 4000 mil seguidores, no Twitter



Tchê, faz um ano e meio que comecei este perfil do Twitter o https://twitter.com/Baita_Bagual e hoje percebo que mais de 4 mil pessoas tem seguido e curtido as idéias deste personagem, que criei com tanto carinho e que é meu porta voz para defender o Gauchismo e os gaúchos e sempre buscar espalhar pelo mundo os ideais de um povo  “ Liberdade, Igualdade e Humanidade” ! 
Obrigado a todos os amigos que interagem e divulgam este perfil, e deixo meu abraço especial, do tamanho do Rio Grande, a cada um dos seguidores.
 Vamo que vamo gurizada!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Guasqueiro é a arte gaucha do couro cru.


 Chama-se "guasqueiro" no Brasil, "guasquero" ou "soguero" na Argentina e no Uruguai, o artesão que usa como principal matéria prima de seus trabalhos o couro cru, couro vacum sem ser curtido.
 A palavra guasqueiro vem de guasca, que significa pedaço ou tira de couro cru, sendo o guasqueiro, aquele que faz trançados exclusivamente com este material.
 A origem deste ofício, remonta o período de colonização espanhola e portuguesa na América do sul, quando o “gaúcho histórico” começava a se desenhar nos campos do Rio Grande do Sul e dos países do Prata, caçando o gado selvagem abandonado pelos jesuítas espanhóis, surgia o trabalho do guasqueiro, que era o de fabricar artigos de couro para montaria.
Aproveitando a abundância de couro vacum e cavalar na região, o gaúcho que vivia sob o lombo de um cavalo, passou a desenvolver suas próprias técnicas na feitura de utensílios de montaria. A partir da cultura eqüestre, herdada de portugueses e espanhóis com suas raízes Árabes, aliado a arte de marinharia e sem esquecer da influência indígena, nasce um tipo de trabalho único, dado a complexidade e diversidade de suas técnicas, assim como o esmero na busca da beleza estética.
Entre uma correria de gado e outra, entre uma guerra e outra, os primeiros gaúchos viviam períodos de ócio, tempo necessário para desenvolverem intrincados e complexos trançados de couro, destinados não somente para deter e guiar a sua montaria, mas também embeleza-la, já que era no cavalo e seus aperos que demonstravam seu orgulho e na maioria das vezes sua única fortuna pessoal.
Com a divisão dos campos em estâncias, o gaúcho tornou-se peão de campo, e o oficio dos guasqueiros, manteve-se vivo em seu dia-dia, fabricando as ferramentas de trabalho. Não foram poucos os que se dedicaram exclusivamente à profissão de guasqueiro, e passaram a fabricar os “preparos ou aperos”, como são chamados o conjunto de peças necessárias no trabalho a cavalo. Alguns destes, passaram a receber inúmeras encomendas e tornaram-se famosos em suas regiões, seja pela resistência e durabilidade de seus trançados de trabalho, ou pela delicadeza e refinado gosto nos aperos de luxo, para os dias de festa.
No séc. XX, o guasqueiro tradicional riograndense, assim como o próprio gaúcho, viveu seu período de decadência, com o fracionamento das estâncias e a diminuição de suas áreas, já não era necessária à mesma quantidade de trabalhadores, o que consequentemente refletiu nos guasqueiros, assim como também a substituição do couro cru, pela fibra sintética. Diferente desta realidade, na Argentina, por questões econômicas e principalmente por uma retomada do nacionalismo e acima de tudo do tradicionalismo gaucho, já em fins do séc.XIX, o ofício dos guasqueiros passaria a ser valorizado como uma identidade regional, e suas peças começavam a figurar em coleções particulares e museus, o que lhes deu notoriedade e garantiu a sobrevivência do ofício.
Nos dias de hoje, a exemplo do país vizinho, o Brasil e principalmente os riograndenses, começam a ver com outros olhos o trabalho do guasqueiro. Com o crescimento dos criatórios de cavalo crioulo e o renascimento de um novo tradicionalismo, que busca não somente autenticidade mas compreender sua essência, o guasqueiro volta a ativa e com força total, adapta-se a nova realidade e passa a produzir não somente os preparos tradicionais de trabalho, mas os que serão usados em pistas de exposições morfológicas, provas funcionais, bem  como objetos decorativos, e de uso urbano aproveitando-se da antiga técnica.
                  Texto:  Rodrigo Lobato Schlee

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A origem da expressão TCHÊ

“Há quem goze de nosso uso do termo “TCHÊ”, ache até chulo-grosseiro este linguajar. Se soubessem a sua origem, aí abaixo relatada, talvez mudassem sua opinião.”
Sotaques e regionalismos na hora de falar são conhecidos desde os tempos de Jesus. Todos na casa do sumo sacerdote reconheceram Pedro como discípulo de Jesus pelo seu jeito "Galileu" de se expressar.
No Brasil também existem muitos regionalismos. Quem já não ouviu um gaúcho dizer: "Barbaridade, Tchê"? Ou de modo mais abreviado "bah, Tchê"?
Essa expressão, própria dos irmãos do sul, tem um significado muito curioso.
Para conhecê-lo, é preciso falar um pouquinho do espanhol, dos quais os gaúchos herdaram seu "Tchê".
Há muitos anos, antes da descoberta do Brasil, o latim marcava acentuada presença nas línguas européias como o francês, espanhol e o português. Além disso o fervor religioso era muito grande entre a população mais simples.
Por essa razão, a linguagem falada no dia, era dominada por expressões religiosas como: "vá com Deus", "queira Deus que isso aconteça", "juro pelo céu que estou falando a verdade" e assim por diante.
Uma forma comum das pessoas se referirem a outra era usando interjeições também religiosas como: "Ô criatura de Deus, por que você fez isso"? Ou "menino do céu, onde você pensa que vai"? Muita gente especialmente no interior ainda fala desse jeito.
Os espanhóis preferiam abreviar algumas dessas interjeições e, ao invés de exclamar "gente do céu", falavam apenas Che! (se lê Tchê) que era uma abreviatura da palavra caelestis (se lê tchelestis) e significa do céu. Eles usavam essa expressão para expressar espanto, admiração, susto. Era talvez uma forma de apelar a Deus na hora do sufoco. Mas também serviam dela para chamar pessoas ou animais.
Com a descoberta da América, os espanhóis trouxeram essa expressão para as colônias latino-americanas. Aí os Gaúchos, que eram vizinhos dos argentinos e uruguaios acabaram importando para a sua forma de falar.
Portanto exclamar "Tchê" ao se referir a alguém significa considerá-lo alguém "do céu". Que bom seria se todos nos tratássemos assim. Considerando uns aos outros como gente do céu.
Um abraço, Tchê!


Correspondente: Baita Bagual - Status:100% Gaúcho "Made in RS"